O avanço da tecnologia têxtil nos Jogos Olímpicos

Data 3 de agosto de 2021

Os Jogos Olímpicos, apesar de ter como foco o universo esportivo, também dão destaque aos avanços tecnológicos, sejam eles nas cerimônias de abertura e premiação, na arbitragem das disputas e até mesmo no desenvolvimento dos trajes. As Olimpíadas, além de serem palco para o trabalho de grandes marcas, no desenvolvimento dos uniformes oficiais, também são uma oportunidade de inovar e aliar a tecnologia têxtil ao melhor desempenho dos atletas. Porém sabemos que nem sempre a realidade dos trajes dos jogos foi a mais favorável, confere só!

A primeira delegação do Brasil no atletismo tinha uniformes de algodão pesado e que não absorviam bem o suor, as sapatilhas eram pesadas de couro e as travas eram de pregos. Na conquista do ouro de Adhemar Ferreira da Silva em 1952,  já havia a preocupação de remover as mangas e tornar o traje mais leve, também surgem sapatos de lona que machucam menos.

 

Primeira delegação brasileira no atletismo

Em 1988 uma das principais inovações foi a introdução dos tecidos sintéticos. O material mais usado antigamente era o algodão, compondo uma malha grossa e pesada. Como o algodão também absorve a umidade, a vestimenta ficava ainda mais pesada durante a atividade física do atleta. Com o tempo, as camisas passaram a ficar mais leves, sendo produzidas com fibras sintéticas, principalmente a poliamida.

Nas olimpíadas de Barcelona em 1992, a Speedo lançou o primeiro tecido ‘rápido’ para esportes aquáticos, onde 53% das medalhas da competição foram conquistadas por atletas que usavam a marca. O traje caracterizava-se por ser feito de microfibra e elastano. Na Olimpíada seguinte, em 1996, foi lançado o maiô modelo ‘Aquablade’, com 15% mais aderência e 77% das medalhas olímpicas conquistadas por atletas que o usavam. O modelo “X-Flat”, foi o primeiro traje de competição na versão high tech. Ele era o mais fino, leve e macio, pela primeira vez, as pernas dos atletas são cobertas nas roupas de performance.

A década de 2000 trouxe inovações aos uniformes esportivos passando a utilizar tecidos inteligentes adaptados para cada modalidade.  Em 2008 foi lançado o modelo de maiô tecnológico LZR Racer. Ele vestiu 18 dos 19 nadadores que quebraram recordes mundiais em 2008 e é feito com tecido ultrafino que repele a água e comprime os músculos. Assim, o nadador desliza com mais eficiência e menos esforço. O modelo tem duas vezes mais elastano (30%) do que uma sunga normal, o que faz com que o maiô fique mais colado à pele. Em função da maior quantidade de elastano no tecido, ele adere bem à pele, comprimindo a musculatura de modo a diminuir a vibração da superfície do corpo durante as braçadas e pernadas. Outro segredo do LZR é a ausência de costuras.

 

Maio Speedo LZR Racer


Em 2009 a inovação foi tanta que gerou polêmica, a
marca italiana Jaked lança o seu primeiro modelo de maiô tecnológico. O traje, feito inteiramente de poliuretano, favorecia uma maior aerodinâmica do atleta na água. Além do mais, o material permite que o maiô recubra melhor o corpo do nadador, retendo uma camada de ar que ajuda na flutuação. Com o lançamento do traje, acontece uma das maiores polêmicas do esporte na FINA (Federação Internacional de Natação), que decidiu proibir, a partir de 2010, os então chamados super maiôs. Com a decisão tomada pela entidades, os trajes devem ser desenvolvidos com material têxtil e não mais a partir do poliuretano, os maiôs também devem cobrir uma área menor do corpo.

Nos Jogos Olímpicos de Londres em 2012, o uniforme utilizado pelos tenistas brasileiros foi confeccionado 100% em poliamida, com toque de algodão e conforto térmico, também foram utilizados tecidos que  absorvem e gerenciam o suor. Em 2016 o desenvolvimento dos trajes foi pensado para melhorar a performance nos uniformes, atentando-se para questões como a aerodinâmica.

E por fim, as olimpíadas de Tóquio trouxeram ainda mais novidades, a delegação americana utilizou uniformes renováveis, leves, com sistema de ventilação e tecnologia de resfriamento, para auxiliar a enfrentar o clima quente e úmido do Japão. Foco em sustentabilidade, utilizando materiais renováveis, menos uso de água, químicos e energia no processo de produção. A delegação japonesa também seguiu na mesma direção, os atletas usaram peças “100% sustentáveis”, feitas com um tipo de poliéster reciclado de peças doadas pelos próprios japoneses, e para enfrentar o calor, também investiram em uniformes que permitem a evaporação rápida do suor e maior conforto térmico.

 

Uniforme oficial da delegação japonesa

Cada vez mais os avanços na tecnologia têxtil contribuem para melhor desempenho dos atletas e melhor qualidade de vida em geral, seja na prática de esportes ou no dia a dia. Pensando nisso a Benutex está em constante desenvolvimento de novos artigos para oferecer cada vez mais a tecnologia à favor da moda. Fique por dentro das nossas postagens e acompanhe nossas redes sociais!

 

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